segunda-feira, 30 de julho de 2012

A CAIXA, O BATOM E O PERSONAGEM

O diretor Farjalla pediu que cada ator trouxesse uma caixa com jeito de mala pra ir colocando objetos do personagem pra iniciar o processo de construção. Mesmo antes dele pedir comprei um batom vermelho pra Judite. A idéia de que ela usa sempre este elemento se impôs no meu pensamento e eu cedi. O tom dos cabelos, um castanho avermelhado, eu ainda estou testando. Estamos finalizando a etapa de leitura de texto, mas ainda me sinto bem distante de quem é essa mulher... Tento não pensar muito nisso, pois embora eu saiba racionalmente que existe um processo, me sinto muito ansiosa de só conseguir enxergar essa mulher de forma bem turva, de batom vermelho. A mala que eu quero ainda não encontrei, estou buscando em brechós e lojas de antiguidade. Adorei a idéia de colocar a Judite dentro de uma mala e tirar ela de lá, pra montar e vestir este personagem. Como tenho uma auto-crítica muito forte e uma ansiedade maior ainda, tem horas (como agora) que me sinto uma fraude completa e que nunca vou saber direito quem é esta mulher. Mas sigo em frente...






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